quinta-feira, 15 de maio de 2014

NOÉ - FILME DIRIGIDO POR DARREN ARONOFSKY PODE TER O BIG BANG E O GÊNESIS, DO BRASILEIRO ROGERIO AGUAS, COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO DA NARRATIVA DO GÊNESIS

É isso mesmo! O épico da telona que vem causando caloroso debate promovido por evangélicos e católicos contra a versão cinematográfica de Noé, incluindo comentário oficial do Vaticano, pode ter tido o video O Big Bang e Gênesis, de Rogerio Aguas (sempre lembrando que Rogerio Aguas escreve seu nome sem acentos), por inspiração na montagem da cena animada que acompanha o trecho onde Noé começa a ler os primeiros versos do Gênesis. Nessa parte da obra há uma sequência de eventos astro-físicos ilustrando como se deu a Criação na ótica judaico-cristã do Big Bang. Pois bem, vez que é muito divulgada a participação de historiadores e profissionais de áreas específicas que promovem aprofundadas pesquisas para a produção formar a atmosfera histórica de cada cenário nas super-produções, não restam dúvidas de que os pesquisadores de Noé tenham visto The Big Bang and The Genesis no you tube (esta obra também foi adaptada por Cleuberth Choi que dirigiu curta-metragem de mesmo nome, devidamente autorizada por Rogerio Aguas). Existem duas versões do clip, sendo que a de título inglês tem a tradução da letra e esta aparece na medida que a música é cantada (confira no video já postado também nesse blog). Ainda nesse contexto do filme Noé, Rogerio Aguas contribuiu com sua própria ótica acerca da crítica do filme, após pegar a telona para conferir, dentre outras coisas, se realmente o Big Bang e o Gênesis da obra parecia ou não com seu clip. Para Aguas é a mesma coisa, com uma diferença cronológica de quase 5 anos entre a publicação de sua obra no you tube (2009) e Noé (2014). Todavia Rogerio sente-se honrado em ter tido sua idéia aproveitada numa obra dessas. Pois bem, além de musicista, Aguas é professor de direito e teólogo protestante (formado na Faculdade Teológica Batista de Brasília), e na perspectiva de seu entendimento teológico fez questão de deixar sua impressão crítica de Noé por acreditar que estão pegando pesado demais com a produção desse clássico do cinema. Em primeiro lugar, Aguas acredita que o diretor do filme, Darren Aronofsky, foi bastante claro ao citar logo no início do filme fontes dos escritos judaicos de Moses de Leon, escritor espanhol do século XIII, de onde vem a cosmogonia que lançou mão para fundamentar esse aspecto teológico do contexto que envolveu Noé. Quando o filme começa, afirma Rogerio, a abordagem do autor é exatamente a de Moses de Leon, ou seja, especular o que acontecia antes de tudo! No Gênesis,capítulo primeiro e versículo primeiro, o texto diz: No princípio criou Deus os céus e a terra, enquanto nesse comecinho de Noé o autor fala do nada absoluto, ou seja, o espaço em branco anterior a Gênesis 1:1. Segundo, o diretor também mostrou muito claramente em sua trama os aspectos astro-físicos que fundamentaram até mesmo as falas das criaturas rochosas e polêmicas de seu filme. Em uma dessas falas das criaturas rochosas, Aguas destaca que uma das delas afirma ter sido luz antes de chegaram ao planeta Terra. Ora, para a física contemporânea não é mais novidade que tudo o que existe na Terra, incluindo praticamente todos os elementos químicos, tem origem em super-novas que ao explodirem morrem e lançam o precioso material (seus restos mortais) no espaço para darem origem a planetas, novas estrelas etc. Pois bem, quando se pensa na origem de planeta e sua natureza nesses moldes, tudo parece absurdo e poderíamos questionar como é que luz originada em estrela, passou a gerar fusão nuclear, explodir e dar origem a planetas onde seres humanos falam e animais tem seus próprios sistemas de comunidação! Rogerio Aguas enxerga essas coisas como sendo a ciência descobrindo como o Criador fez e faz para criar. Rogerio lembra ainda que na obra que dirigiu, Rock Solidário, tem uma nebulosa no encarte do CD, onde está escrito no rodapé esquerdo da mesma God's Tools (ferramentas de Deus - no folder há foto inédita de seu Renato Manfredini, cujos créditos são de Rogerio Aguas, pois seu Renato apoiou com sua família a produção do álbum dedicado a ele e a seu filho - leia no blog Rogerio Aguas - Release Biográfico). Ainda em relação às criaturas rochosas, Aguas destaca que a guerra entre estas e o exército bárbaro que tenta tomar a arca, o simbolismo do conflito Natureza e Humanidade, é simplesmente maravilhoso. No primeiro momento desse conflito a natureza, no caso as criaturas rochosas, ganham. No momento posterior a humanidade consegue destruí-las e isto é alusão direta ao que está acontecendo com o planeta na atualidade, onde tsunamis e diversos desastres naturais são nítidas reações e respostas da natureza às ações anti-ecológicas preconizadas pela mão do homem. Continuando suas observações, Aguas frisa que os elementos filosóficos que geraram o fim da humanidade naquele período foram apontados pelo autor através dos diálogos constantes de Noé: ganância, poder, crueldade, inveja, egoísmo, hedonismo etc. estavam lá, como também a figura emblemática vivida por Anthony Hopkins que procura por fruto silvestre em terra estéril, ou seja, haveria ainda algo de bom na humanidade para que fosse salva? Depois que o personagem encontra tal fruto, que simboliza o próprio Noé, o dilúvio explode! E prosseguindo com suas observações sobre o filme, Aguas reforça que na narrativa do Gênesis no início do dilúvio, enquanto a Arca estava à deriva, a idéia do diretor se torna ainda mais clara, porque a astro-física se funde com o Big Bang em todos os seus aspectos, incluindo o principal que aponta ter sido o universo obra criada. Nesse sentido não há porque teólogos católicos e protestantes apontarem não haver Deus nessa versão de Noé, vez que o Criador é antes e depois da singularidade desse magnífico e discutido evento que é o Big Bang, sem contar que o personagem da trama se dirige constantemente ao Criador. Prosseguindo nas observações de Aguas sobre tal obra, aponta nosso crítico que Darren Aronofsky fez questão de destacar uma imagem do planeta na era do gelo, período histórico-geológico em que ocorreu o dilúvio e isso foi registrado não somente por escritores hebreus, mas por diversos outros povos. Por último, a questão de ter sido o Noé do filme tanto ecologista quanto fanático religioso, Aguas diz que seria impossível o Noé bíblico não ter sido as duas coisas. Ecologista por ter, de fato, o Noé histórico salvado animais de diversas espécies em sua arca em detrimento de fechar as portas aos humanos barbarizados que pereceram. Para nosso crítico seria impossível se o mesmo não tivesse amor pelos animais, amor muito maior que a própria humanidade que naquele momento histórico encontrava-se no estágio mais profundo de sua queda desde o Éden. E no aspecto do fanatismo, Aguas pondera dizendo que para uma pessoa normal tomar todo seu tempo para construir ano após ano uma arca absurdamente grande com intuito de salvar a si mesmo, sua família e muitos animais de um suposto dilúvio que somente a ele fora revelado, sem dúvida, teria que ser fanático para levar tal tarefa a cabo. Porém, o aspecto da sub-trama no final do filme, onde Noé tenta extirpar a continuidade da raça humana, é fanatismo exagerado e alheio a todas as fontes. Importante lembrar que Rogerio Aguas é profissional de TV e dirigiu três curtas, dentre eles, O Caveleiro do Além, ao lado de Magu Cartabranca e Loro Jones. por Gil Camilo Devido ao interesse específico à crítica de Rogerio Aguas ao filme Noé, de Darren Aronofsky, o blog destacou a matéria: leia Noé, de Darren Aronofsky: entenda o filme. Crítica numa perspectiva astro-histórico-teológica. Noé foi estrelado por Russell Crowe, Jennifer Connelly e Emma Watson. Dirigido por Darren Aronofsky.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

PLÁGIOS NO ROCK NACIONAL - QUE PAÍS É ESSE ? LEGIÃO SURRUPIOU HARMONIA DOS RAMONES - SEGUE VIDEO DE I DON´T CARE - 1977 FONTE DO PLÁGIO

A falta de ferramentas iguais a internet (num passado não muito distante do nosso) fez com que muitos gênios da música surrupiassem obras de bandas, músicos e artistas de outros países, às vezes estados de uma mesma nação, pois, tinham a certeza de que tais proezas não seriam descobertas. Pura ilusão. Se você pesquisar no You Tube Led Zeppelin Plagiarism, terá a desagradável surpresa de ouvir as trilhas originais de Stairway to Heaven (toda a introdução), Whole Lotta Love, Dazed and Confused e tantas outras que fizeram os componentes do dirigível de chumbo pagarem caro pela brincadeira e incluírem os devidos nomes como o de Muddy Waters, Willie Dixon e outros ao lado de Page, Plant, Jones e Bonham como autores de tais obras nas edições dos Cds que se seguiram após longos processos judiciais ajuizados por causa do plagiarismo. E o plágio em terras brasileiras também rola solto. No caso em tela, o Ramones, banda norte-americana de Punk Rock, foi vítima dos componentes da Legião Urbana. Assusta ver matérias onde o guitarrista da Legião, Dado Villa Lobos, e Renato Russo, vocalista e compositor do grupo, chamarem a cópia da cadência musical imperfeita (tom menor, não passa pelo quarto ou quinto grau para voltar ao primeiro grau da harmonia) de I Don´´t Care, de influência. Para a legislação o fato não é influência e sim plágio com devida indenização) E o pior não é só isso. Muitos acreditam que quando alguma banda faz cover da obra fruto desse plágio, Que País é Esse?, executa puro rock de Brasília. Puro é o engano somado à total falta de conhecimento de causa. Estará tocando, quem tal cover fizer, Ramones, com letra e melodia diferente da original... Mas se você prestar atenção em outra música dessa mesma banda americana, vai achar a melodia de Que País é Esse? Perceberá, finalmente, que tudo não passa de duplo plágio com uma paulada só. Na próxima edição dessa bagaça de blog publicarei o vídeo do Ramones onde é possível perceber a melodia que se juntou à harmonia de Que País é Esse? Engraçado é que a tradução do título de I Don´t Care (Eu não me importo), reflete a inércia dos Ramones (componentes sobreviventes e familiares do grupo), vez que não se sabe de processos judiciais contra a Legião Urbana por conta desses plágios. E enquanto os Ramones ou seus herdeiros não se importam, nós da banda Rock Brasília nos importamos! Pois, quando executamos N obras autorais, que nas apresentações da banda fazemos questão de executá-las ao lado de clássicos do rock mundial ( a exemplo de Comfortably Numb, do Pink Floyd, e Knocking on Heavens Door´s, de Bob Dylan) alguns incomodados com o discurso da Rock Brasília - da atualidade, do lado B - apontam que deveríamos tocar músicas puro sangue do Rock made in Brasília, e sugerem que a banda toque Que País é Esse?... Em princípio pensamos em rir. Pórém, o negócio é de chorar por causa da ignorância de alguns que deveriam ter informação suficiente para saber que não se pode confundir alhos com bugalhos, nem Que País é Esse? com I Don´t Care, pois, o caso não é de confusão, mas de plágio! Se nossa banda resolver fazer cover dessa obra dos Ramones, o fará conforme faz com os poucos covers, geralmente 2 por apresentação, que executa: anunciando o nome da música e quem são os autores e proprietários dos devidos direitos autorais da obra. por Rogerio Aguas leia também

segunda-feira, 24 de março de 2014

ROCK BRASÍLIA DA ATUALIDADE X ROCK BRASÍLIA ERA DE OURO: VEM AÍ MAIS UM ANIVERSÁRIO DA CIDADE E ESSE OURO DOS ANOS 80 CONTINUA JORRANDO!

A luta continua e os componentes da banda Rock Brasília estão nas ruas da capital com o abaixo assinado para mudar a realidade dos rockers que fazem e vivem desse gênero musical no DF. Enquanto isso vem aí mais uma edição da Secretaria de Cultura do GDF para promover o aniversário de Brasília, com direito a muito ouro, cachets e produções milionárias. A história dos anos 80 se repete, o GDF de Agnelo não muda e se coloca na fileira da mesmice promovida no passado por Arruda, Roriz, Rosso e os outros governadores tampoões que por ali passaram. As bandas do Rock Brasília contemporâneo, contudo, não morreram, estão nas ruas e com o abaixo assinado por ora promovido, serão sem sombra de dúvidas ouvidas no melhor estilo do rock anticorrupção. Secretaria de Cultura que se segure, pois, esse barco vai virar. por Banda Rock Brasília &todos os seus componentes).

domingo, 23 de março de 2014

MAGU CARTABRANCA - RELEASE BIOGRÁFICO

Magu Cartabranca é persona mui grata na Capital da República, pois, partiicipou diretamente da cena que projetou Brasília como Capital do Rock, quando integrava nada mais, nada menos que a famigerada Sepultura. Segundo Magu, a razão de ter sido um dos fundadores daquele grupo foi o fato de Brasília ter o tédio como uma de suas características mais marcantes nas décadas de 70-80. E isso é fácil de entender, tendo em vista ter a cidade naquela época apenas vinte e poucos anos. Nesse contexto, Cartabranca uniu-se a Eduardo I, guitarrista da Sepultura (1977) e não teve medo de promover o rock que incomodou a ditadura militar em pleno regime, mesmo tendo como consequência detenções esporádicas e sem fundamentos. As razões que levaram os militares a perseguirem a banda, segundo Magu, deveram-se ao fato da Sepultura valer-se de cenários tenebrosos (velas acesas, cruzes, sonorização de explosões etc.), no melhor estilo Black Sabbath. E quem tem o privilégio de ouvir o primeiro bolachão (LP) do Sepultura e se conhecer de perto as obras do Sabbath, perceberá nitidamente grande influência da banda de Ozzy Osbourne. Para encerrar esse trecho da matéria, Magu cita fato ocorrido em 1979, em uma sexta 13 daquele ano. Naquela ocasião todos da banda foram presos pelos militares, juntamente com fãs do grupo que acompanhavam o ensaio dos músicos (realizados no Centro Educacional 01 do Cruzeiro, cidade satélite de Brasília). Ora, tocar rock não é crime, mas incomodou pra caramba muitos milicos daquela época. E vale lembrar que aquelas prisões eram totalmente ilegais. Ainda nessa fase de transição no final do regime militar, o Sepultura já dividia palcos, shows e ensaios com, dentre outros, Aborto Elétrico (primeira banda de Renato Russo), Plebe Rude, Mel da Terra, Beta Pictóris, Artigo 153 e diversas outras que fizeram parte do cenário do rock da capital nos anos 80. Não poderia deixar de lado os destaques de Renato Russo, após alguns anos desse cenário, quando o líder da Legião Urbana afirmara em várias entrevistas achar o Sepultura uma das bandas mais legítimas que conhecera na capital. Renato era um dos grandes amigos de Cartabranca, antes e depois da fama da Legião. Magu também fez questão de registrar nessa matéria o fato de o tema fúnebre daquela banda que liderava com Eduardo I ter chegado muitas vezes perto demais de seus componentes. Certa feita, segundo Cartabranca, seguiu com o guitarrista do Sepultura para a região do Araguaia, Go, e antes de chegar àquele lugar, o pneu de seu Bugre furou. Os rockers tiveram que parar no acostamento da rodovia, onde passaram a noite. Ao perceber que Eduarto I estava pálido e de olhos arregalados, Magu olhou para o lado e tomou ciência que estava em local onde haviam várias cruzes, devido acidentes com vítimas fatais naquele lugar. O incidente fez os rockers meditarem e orarem até o dia raiar. Fato ocorrido em meados de 1981, ocasião em que Cartabranca compôs Valerá (hit do Sepultura e regravada pela banda Rock Brasília, com novos arranjos de Rogerio Aguas). Contudo, Magu Cartabranca não vivia apenas de rock. Era repórter cinematográfico da TV Globo, onde mantia também contato com o gênero musical que defendia. Esse então repórter cinematográfico prestava serviço no DF, mas foi escalado para cobrir o Rock in Rio. Lá no Rio Magu encontrou Marcelo Bonfá nos bastidores daquele mega show (e zoou com o baterista da Legião Urbana na cidade do rock, com direito a conhecer com Bonfá gringas e musas vips). E não parou por aí. Foi um dos poucos a ter permissão de Brian May, guitarrista, a frequentar o camarim de sua banda, o Queen. E isso na mesma ocasião em que Freddie Mercury mandou os seguranças e promoters do evento a retirar artistas da TV Globo que faziam tietagem no camarim da mega banda inglesa. Ainda no cenário do Rock in Rio, Magu conheceu de perto os integrantes do ACDC. É possível ver Cartabranca e outras pessoas na frente do camarim da banda dos irmãos Young, no You Tube (localize o vídeo digitando Acidente com Scorpions – bastidores do Rock in Rio 1985). Passando esse período, Cartabranca deixa a banda e sua trajetória na carreira de seu rock n roll somente se atualizou quando passou a inserir em seu programa de TV a cabo, O Libertário ( TV Cidade Livre – DF, canal 12) as matérias de cobertura do álbum Rock Solidário é Rock Mesmo, promovido por Rogerio Aguas - que contou com os artistas Giuliano e Carmem Manfredini (filho e irmã de Renato Russo), Murilo Lima e Loro Jones (ex-integrantes do Capital Inicial), Marcio Baldone (gospel) e Alex Podrão (Detrito Federal) , além do próprio Aguas. A partir daí Magu passou de apoiador a integrante do trio ao término daquele trabalho. Produziu assim ao lado de Rogerio Aguas e Loro Jones o curta metragem Cavaleiro do Além, exibido no 44º. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e engatou em seguida os ensaios que levaram o trio à apresentações do grupo Left N Right (shows na Country Rock e Gate´s Pub em 2013, este último promovido por Henrique Inácio). E para concluir, desse cenário saiu a Rock Brasília – The Band, formada por Aguas (vocal e guitarra) e Cartabranca (vocal). Essa banda defende que, mesmo com releases históricos importantes, aqueles que fazem o Rock Brasília na atualidade estão esquecidos da política pública cultural do GDF (Secretaria de Cultura), pois, há anos investe pesado na Era de Ouro do Rock Brasília e bota ouro nisso! Enquanto menos de meia dúzia de bandas fizeram sucesso e foram embora de Brasília nos mesmos anos 80 (radicaram-se em São Paulo e Rio e de lá só voltam profissionalmente ao DF para papar cachets de alto custo e com produções milionárias promovidas pela Secretaria de Cultura do DF), os rockers contemporâneos da capital ficam a ver navios. Em outras palavras, os músicos que fazem o Rock Brasília se ferram nesse contexto e são menosprezados por essa política pública viciada. Sempre importante lembrar que a banda Rock Brasília promove o abaixo assinado do rock, onde 10mil assinaturas estão na meta do grupo para serem apresentadas ao Governador Agnelo Queiroz a fim de que possa se tornar, caso queira, o primeiro a virar a mesa e fazer essa história dos anos 80 virar museu, ao mesmo tempo em que passe a fazer política cultural que tenha sentido e seja honesta. Caso contrário, Agnelo terminará o governo fazendo parte do time que manteve essa vergonha do vício na política cultural do DF que trata do Rock Brasília, na fileira onde se encontram os governadores anteriores, Roriz, Arruda, Rosso e Maria Abadia. Nos próximos releases o baixista da Rock Brasília será visitado. Por Gil Camilo

domingo, 16 de março de 2014

ROGERIO AGUAS - RELEASE BIOGRÁFICO

(Importante destacar que nosso entrevistado prefere escrever seu nome sem acentos. Portanto, manterei a digitação Rogerio Aguas, vocal e guitarra da banda Rock Brasília, dessa forma em toda a matéria) A Rock Brasília Band vai publicar o release de cada componente do grupo. Rogerio Aguas é o primeiro a ser bisbilhotado pelo blog. Para início de conversa é importante citar a matéria do Jornal de Brasília, 1982, resgatada por Mário Pazcheco em sua obra 10Mil dias de Rock. Nesta há uma foto onde Aguas aparece ao lado de Pazcheco, Sydnei e Ismael por ocasião do segundo aniversário da morte de Jonh Lennon (foto da matéria abaixo), época em que Aguas fazia rock com essa trupe do Guará (cidade satélite do DF). Pouco tempo depois Aguas forma uma banda de rock chamada Calypsu (isso mesmo, com U no final e anos antes da banda baiana Calypso) com o saudoso Dagoberto (futuro Trapos e Farrapos), Edvaldo Galo (do Artigo 153) e Cléber da 15. O grupo ensaiava ao mesmo tempo em que se apresentava na garagem da casa do Rogerio, na QE 15, do Guará II. O público de jovens da Quadra ia p´ra lá, assistia e apoiava. Em meados de 1983 aconteceu a única apresentação séria da banda, no auditório do colégio Centrão, daquela mesma satélite. Em seguida o grupo se dissolveu e Aguas passou a participar de bandas gospels (formadas na sede da Igreja Batista Filadélfia)no período entre 1984-1992. Destacam-se os trabalhos feitos pelos grupos: Jovens Livres de Brasília (formação principal: Aguas, Mozart, Mathias, Héber Arcanjo e Fred); Grupo Canto Livre: Gennerson Góes, Aguas, Mathias, Héber Arcanjo e Iran; finalmente, o Livre Arbítrio (1993-95), tendo esta banda projeção nacional, liderada por André Geléia, gravado na poderosa Gospel Records (de Estevam Hernandez) e performances nos grandes shows promovidos por Estevam, a exemplo dos espetáculos em São Paulo (SOS da Vida, no estádio do Pacaembu e com direito a clips semanais em cadeia nacional, veiculados pela então Rede Manchete). Depois de sair do Livre, em 1995, Aguas promove uma banda de blues, a Stratosfera Blues Band, onde Osvanir e Sames Blues formavam com Aguas o eixo fixo do grupo. Apresentações no DF e entorno, sempre com muito público, os blues brothers desempenharam suas performances até Aguas unir-se a Loro Jones, por ocasião que este fizera show em mesmo espaço que os Stratosferas (no Teatro dos Bancários), quando Loro estava de folga da agenda da banda que liderava, Capital Inicial. Jerusa, irmão de Loro, foi o principal responsável pela promoção daquele show, em dezembro de 2001. No ano seguinte Aguas seria convidado por Loro a formar sua primeira banda pós-Capital, a Palavrão, que logo passaria por diversos outros nomes. Essa parceria entre Aguas e Loro duraria mais de uma década. Em 2008 Aguas finaliza gravação da obra Rock Solidário é Rock Mesmo (foto abaixo), onde aglutinara nobre e respeitado time de artistas, intitulado de Multiverso Paralelo. Dentre outros, Rogerio Aguas, Loro Jones e Murilo Lima (ambos ex-integrantes do Capital Inicial), Giuliano e Carmem Manfredini (filho e irmã de Renato Russo), Alex Podrão (Detrito Federal) e Marcio Baldone (Gospel) emplacaram a obra que levou pela primeira vez os Manfredinis a estúdio profissional de gravação (óbvio que Renato Manfredini Jr., Renato Russo, não estava nessa conta! Mas foi a ele e a seu pai, Renato Manfredini, que esse célebre álbum fôra dedicado). Em respeito ao release desses nomes e de uma demo promovida por Aguas, Roger Waters, do Pink Floyd, autorizou a publicação de Another Brick in the Wall, part II, com arranjos covers e especiais (são duas tracks) e isso quase no mesmo período em que o inglês e ex-líder do Pink negou ao comediante Falcão gravar a mesma obra sob a direção da multinacional, Rádio Transamérica. Prosseguindo no universo musical, Aguas registra tudo e lança o curta Rock Solidário é Rock Mesmo, o Filme, onde todos os documentos dos bastidores das gravações daquele histórico álbum foram exibidos no 42. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Nesta ocasião, Magu Cartabranca (apresentador de TV e ex-integrante da banda Sepultura) passa a promover o Multiverso e, finalmente, junta-se a Aguas e Loro em ensaios, clips e gravação do curta Cavaleiro do Além, dirigido pelo próprio trio e que também fôra exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ed. 44. A banda Rock Brasília surge no cenário após Aguas e Loro apresentarem duas edições do programa de Rock, exibido em TV a Cabo da Net, o Left N Right (2012 e 2013 - Flávio Venturini, RPM, Capital Inicial, Xangai e outros foram entrevistados pelos rockers). Nesse período eles ainda se apresentaram na casa Country Rock, no Guará (produção de Solo Beethoven), enquanto Left N Right Rock Band, e no Gate´s Pub, onde Henrique Inácio produziu o show. Ao término dessa fase, Aguas inicia série de gravações de tudo que produzira em 11 anos de rock com Loro e, mais posteriormente, Magu. Aguas afirma que a Banda Rock Brasília lançará sua primeira obra ainda este ano, pois, está em fase de masterização do CD. Esse músico destaca também que a principal função da banda onde defende vocais e guitarra é o resgate do Rock Brasília da atualidade. Promove para tanto o abaixo-assinado do rock, que persegue 10mil assinaturas para serem levadas ao Governador Agnelo Queiroz a fim do mesmo implantar a política pública de revitalização desse estilo que perfaz o único folclore da jovem cidade de Brasília, outrora considerada Capital do Rock. Aguas aponta mais uma vez que o problema de tudo isso é o fato de todos os governadores pós anos 80 terem investido pesado em verbas públicas na mesma velha e repetida história: os anos 80, chamada atualmente de Era de Ouro. E haja ouro nisso, diz Aguas, pois, enquanto meia dúzia de bandas, escritores, cineastas etc. recebem apoios milionários para contar, requentar e recontar a mesma coisa, as bandas que tentam viver do atual rock made in Brasília ficam a ver navios. Aguas considera as apresentações da Rock Brasília verdadeiro manifesto. No próximo Release Especial Magu Cartabranca será o entrevistado. por Gil Camilo Segue foto da capa da obra Rock Solidário é Rock Mesmo (citada no texto acima) E-D Giuliano Manfredini (filho de Renato Russo) e Rogerio Aguas, Marcio Baldone, Carmem e Giuliano Manfredini, Murilo Lima, Loro Jones e Rogerio Aguas. (Matéria do Jornal de Brasília - 1982 - E D: Rogerio, Ismael, Mário e Sidney)

domingo, 9 de março de 2014

10MIL DIAS DE ROCK - LIVRO DE MÁRIO PAZCHECO - É REFERÊNCIA HISTÓRICA OBRIGATÓRIA DO ROCK MADE IN DF

Mário Pazcheco, paulistano radicado em Brasília desde sempre, promoveu do Próprio Bolso (sêlo e realidade) a publicação, veiculação e promoção do livro de sua autoria, 10mil dias de Rock. E bota rock nisso! A banda Rock Brasília tocou em sua residência, intitulada por Pazcheco de Embaixada da Contra-Cultura, participando dessa e de outras formas na promoção dessa obra de referência bibliográfica da história do rock do DF. Quem não conhece de perto o que rola na imprensa oficial de Brasília pode não ter nenhuma noção da importância dessa iniciativa de Pazcheco. Mas quem está fazendo cultura, especialmente Rock Brasíilia, sabe do que estamos falando. Leia as matérias desse blog e tenha noção você também. Rápida e resumidamente dará para perceber que existem dois lados desse tal de Rock Brasília - o Lado A e o Lado B. Para se ter uma idéia, a banda responsável por este blog (que vem denunciando tal realidade e assim começa a incomodar os que se acham donos do rock produzido em Brasília) teve seu nome vetado na divulgação do jornal Correio Braziliense - CB. Isso mesmo. Na matéria que Mário Pazcheco concedeu ao CB e foi veiculada no último dia 7, havia uma chamada para o show de lançamento de sua obra. Quatro bandas tocariam (e tocaram). A divulgação estava correta quanto ao nome das bandas nas redes sociais, blogs e sites. A Rock Brasília, todavia, não entrou na divulgação do Correio! Para a banda duas coisas podem ter acontecido: erro ou veto. Se erro, absolutamente escusável. Se veto, merece todo o repúdio das bandas de rock do DF da atualidade, pois, confirmará o que temos denunciado. Basta a redação do CB entrar em contato conosco e esclarecer a questão para considerarmos qualquer das posições e até mesmo retirar essa nota do ar. Aguardammos qualquer contato. No mais, a luta continua e nossa banda apóia toda a corajosa iniciativa de Pazcheco, porque esse rocker veterano não fez distinção entre Lado A ou B, Era de Ouro ou de Vacas Magras respectivamente e publicou a história da forma como tem que ser contada: com verdade e desinteresses. Pazcheco, For Those About the Rock, We Salute You!

A BANDA ROCK BRASÍLIA CONFIRMA PRESENÇA NO TRADICIONAL PROJETO CANTA GAVIÃO (COM CIDA CARVALHO) - O ABAIXO ASSINADO DO ROCK MADE IN DF VAI JUNTO!

A Rock Brasília estará apresentando sua live performance no próximo 22 de março, sábado, onde a festa começará às 17h na satélite do Cruzeiro (leia foto-panfleto). O horário da Rock Brasília se apresentar ainda será informado pela gerência de cultura daquela RA. Dessa vez o Canta Gavião estará sob direção de Cida Carvalho, a maior promoter do Rock made in Brasília da atualidade, quando a questão se trata de fazer pra valer e do próprio bolso. Promoters chapa-branca não contam, obviamente, pois, fazer graça com chapéu alheio é fácil. O chapéu alheio aqui, pra quem não entendeu direito, é a grana pública. Cida faz do próprio bolso, com a colaboração das genuínas bandas de rock puro sangue e poucos patrocinadores que desejam ver Brasília tornar-se, de fato, Capital do Rock. Sem era de ouro nenhuma, obviamente. O abaixo assinado vai tocar na Capital nesse dia-noite, minha prima já está lá e é por isso que eu também vou, com direito a assinar essa bagaça e ver esse Rock de Brasília contemporâneo rolar!